Pinhole analógica infravermelho


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Foto pinhole InfraRed analógica - Vista da Biblioteca da ENFF em Guararema - SP



As ondas eletromagnéticas e a luz visível



Toda energia emitida pelo Sol se desloca pelo espaço sob a forma de ondas, denominadas ondas eletromagnéticas. Toda onda é caracterizada por uma frequência e um comprimento, semelhante ao que ocorre com as impressões digitais.

As frequências e os comprimentos das ondas eletromagnéticas são alinhados em uma estrutura denominada espectro eletromagnético. A luz que vemos é uma parte desse espectro. Podemos enxergar as frequências das ondas que vão do vermelho ao violeta, mas não enxergamos as radiações infravermelha e ultravioleta.


A figura abaixo ilustra o alinhamento dos comprimentos das ondas visíveis que vão, aproximadamente, de 450 nanometro (nm) a 700 nm.





A fotografia em Infravermelho analógica



As emulsões dos filmes analógicos foram desenvolvidas para gravarem imagens provenientes apenas da luz visível. Mas há certos filmes que foram desenvolvidos para registrarem frequências e comprimentos superiores ao limite da radiação vermelha visível, podendo captar comprimentos que podem chegar a 820 nm.

Para obter o efeito de máxima radiação infravermelha na fotografia, é necessário associar ao filme o uso de filtros infravermelhos. A função do filtro é bloquear grande parte da luz visível, privilegiando a passagem dos raios infravermelhos.

Com essa associação, as fotos ganham um elemento artístico interessante que privilegia a fotografia lo-fi (low fidelity), no qual a experimentação artística vai na contramão da atual estética das altas definições fotográficas proporcionadas pelos milhares de megapixels.

A fotografia pinhole infravermelha analógica

As fotos da galeria abaixo foram feitas com filme analógico infravermelho Rolley InfraRed 400 nos formatos 120 9x6 cm e formato 4x5”, respectivamente em uma câmera de fole adaptada e uma pinhole Harman, com filtro InfraRed Hoya. 

GALERIA INFRAVERMELHO